10 aspectos decisivos para viver melhor e durante mais tempo!

1. Faça exercício

Como tenho vindo a defender ao longo do tempo neste espaço, o exercício encerra um conjunto de vantagens hoje indesmentíveis do ponto de vista científico. É decisivo na prevenção de diferentes doenças, importante como coadjuvante terapêutico noutras e é ainda uma forma de, independentemente da saúde clínica, melhorar significativamente a nossa qualidade de vida. Ficamos mais aptos, mais funcionais e, desta forma, mais disponíveis para gozar a vida.

Para além das vantagens relativas às questões mais ligadas aos factores de risco (colesterol, tensão arterial, triglicerídeos, açúcar no sangue, etc.), o exercício é também reconhecido como um excelente estímulo cerebral. Não só aumenta a nossa capacidade de concentração e memória como estimula a produção de novas ligações nervosas. Ou seja, quase que arriscava a dizer que ficamos “mais espertos”. Pelo menos no cérebro isso é visível…

2. Faça e cultive amigos.

O isolamento é o primeiro passo para a tristeza e, não raras vezes, para a depressão. Lembre-se que os amigos têm de ser “alimentados” como se fossem uma planta. Temos de regar a amizade. Telefonando, mandando um mail, uma mensagem mas, acima de tudo, estando fisicamente. Hoje sabe-se que esses momentos libertam substâncias (ex: oxitocina) que se estão ligadas à promoção da saúde e bem-estar.

E, já agora, uma sugestão. Abrace os seus amigos. Há estudos que mostram que quando abraço alguém, tal como quando uma mãe agarra no filho recém-nascido, uma zona do nosso cérebro liberta substâncias que não só nos fazem bem como reforçam essas ligações. Os amigos ficam mais amigos. Não tenham medo, abracem.

3. Tenha um ou mais hobbies

A maioria de nós tem uma vida preenchida com stress. Uns pelo trabalho outros, infelizmente, por condições de vida difíceis. Encontrar motivos em que, por momentos, esqueçamos essas fases menos boas é decisivo para dar “descanso” ao nosso cérebro. Qualquer coisa serve. O importante é ter algum tempo em que o nosso cérebro fica desfocado da preocupação e se direcciona para outro objectivo. Nada melhor para a nossa sanidade mental.

4. Tente dormir

Sei que quando estamos preocupados o sono parece que não quer nada connosco. No entanto, sabe-se que as 7h de sono, em média, são decisivas para retemperarmos as nossas energias. Durante o sono, temos de respeitar alguns ciclos que são importantes para termos um sono retemperador. Sei que, por vezes, é muito difícil. Eu que o diga. Mas, uma sugestão: quando não consegue dormir faça 2 coisas: (i) não insista, levante-se e tente relaxar e (ii) tente encontrar a razão para essa dificuldade em dormir (café, preocupação, exercício, discussão, etc.). Se for possível, depois de identificada, tente evitar. Não é fácil. Eu sei. Quantas vezes insisto em tomar Coca-Cola à noite e terminar com um café! Penso, “este jantar está tão agradável” que vou arriscar mais uma vez”. E conheço bem o resultado…

Para além disso, sabia que as pessoas que dormem pouco e mal têm tendência a engordarem mais facilmente? O nosso corpo tem uma ciclicidade própria. Nos momentos em que estamos a receber luz porque estamos com os olhos abertos, há hormonas que se libertam e outros que são inibidas. Quando estamos com os olhos abertos e deveriam estar fechados, há uma substância (típica dos obesos) que se liberta e que nos dá a sensação de fome. Ou seja, dormimos mal e engordamos. E, como diz o povo, não há duas sem três: faz ainda mal ao nosso sistema imunitário.

5. Auto-confiança

Sei que não é numa pílula nem num xarope. Mas vá trabalhando essa competência pessoal. A melhor forma é tentar encontrar actividades em que sabe que tem uma elevada probabilidade de se sair bem. Dê uma prenda ao seu ego e diga: “nisto sou bom”. E passe para outro patamar. Lembre-se que se não tiver confiança em si mesmo, quem vai ter? É fácil dizer mas é difícil fazer. Mas quem não tenta… Vá treinando, passo a passo!

6. Viva o dia de hoje

O futuro a Deus pertence. Diz o povo. É claro que temos de nos preocupar com o que temos pela frente mas não fique paralisado com o amanhã. Lembro-me muito das pessoas que têm uma vida espartana a pensarem no amanhã. E na reforma. Resultado: morrem antes ou, para não gastarem, não tratam deles e a reforma ficou para os outros… O amanhã é importante, mas só há amanhã depois de vivermos hoje. Não antecipe tempestades. E, já agora, às vezes desligue as notícias. Para ficarmos deprimidos já basta o que vivenciamos no dia-a-dia.

7. Diga obrigado

Pode ser um paradoxo, mas dizer obrigado é bem mais importante para nós do que para as outras pessoas. Agradecer desencadeia um efeito de auto-recompensa que não há dinheiro que pague. Aos agradecermos o nosso cérebro recebe informações que estimulam centros que estão ligados ao bem-estar. Sermos agradecidos só nos faz bem. Diga sempre obrigado. É grátis e é um excelente alimento para o nosso cérebro.

8. Volte atrás

Não tenha medo de dar um passo atrás. Só não recua quem for pouco inteligente (apetecia-me dizer “estúpido” mas é agressivo…). Porque havemos de insistir no erro só porque isso pode denunciar sinais de fraqueza? Vejam a felicidade de algumas notícias quando referem que alguém “recuou” ou foi “obrigado a recuar” numa medida ou numa política. E depois? Qual o problema? Se recua é porque recua. Se não recua é teimoso e obstinado. Recuar é um sinal de inteligência e bom-senso. E, quando recuamos, e depois verificamos que seguimos no caminho certo (pode ser uma desculpa a alguém ou uma mudança de atitude) que bem que nos sentimos! E é para nos sentirmos bem que aqui andamos. Não é para ver ser recuamos ou deixamos de recuar.

9. Desligue-se

Trabalho com executivos de empresas que passam as 24h ligados. Ligados ao computador, ao telefone ou ao tablet. Como podem descansar? Como podem retemperar energias? Como podem recuperar? Chegue a casa e desligue tudo. Viva um pouco na Idade Média. Fique “out”. Recupera o corpo e a mente. E se algo acontecer de muito importante vai saber certamente. E se for uma má notícia, vai saber mais rapidamente do que esperava… Ainda no Verão na praia via gente com os telemóveis e ver mails e o Facebook. Como é possível? Na praia? Como vão recomeçar o ano de trabalho? Eu, por mim, guardo um tempo para estar “desligado”. E, quando me “ligo” dou tudo o que tenho. De resto, penso que é um dos nossos problemas: gerir a nossa energia. Quando estamos a descansar, vemos mails e mensagens. Quando estamos a trabalhar, vemos o Facebook e as notícias do futebol. Resultado: produtividade pessoal e profissional a cair vertiginosamente. Tem de haver tempo para tudo. Quando estou a trabalhar (como agora a fazer este artigo) toda a minha energia está nas teclas do computador. Quando estiver um pouco cansado, paro. Levanto-me e vou relaxar 5 minutos. Uma vista de olhos do Facebook ou outra coisa qualquer. E, depois, foco completo na tarefa. Não misturem alhos com bugalhos. Nem ganham os alhos, nem os bugalhos!

10. Ria

Tenho uma pasta no meu computador que diz “filmes cómicos”. Quando estou mais stressado ou impaciente, paro e vejo uns clips cómicos de 2 ou 3 minutos. Rio-me e esqueço o problema. Isso deu tempo ao meu cérebro de recuperar. Mas mais importante do que isso é que está bem demonstrado que rir estimula genes que estão ligados ao nosso sistema imunitário. Ou seja, faz mesmo bem á saúde.

Tenho um jantar por mês com os meus colegas do andebol. Neste jantar não se pode falar nem de política, nem de futebol, nem de doenças. Só é permitida uma coisa. Dizer disparates e rir. Se querem falar a sério, marcamos outro jantar. Este é só para rir. Quando chego a casa até me doem os maxilares. E, quando me deito, penso: este acabou e nunca mais chega o outro mês. Nada me faz melhor que o nosso jantar que começa com todos a rirem e termina… a rir. Fico novo! Ria que estimula as suas defesas!

 

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