Invista em si! Investimento em PPR (Planos Pessoais de Realização)

Especialmente nestes últimos tempos não temos ouvido falar de outra coisa que não seja da crise económica e financeira. Há como que um stress adicional no ar! Será que esta situação ainda vai piorar? Será que as nossas poupanças estão garantidas? E a nossa reforma? Sim, a reforma. O que vou fazer depois dos 65 anos com um rendimento muito abaixo daquele que tenho neste momento. Serei que me vou adaptar? Não será melhor aumentar os meus planos de poupança? Quais os melhores produtos? Para além de tratar destes assuntos, aceite uma sugestão: Invista em si, já! Faça um Plano Pessoal de Realização (PPR). Ou seja, trate de se realizar agora, seja do ponto de vista pessoal, familiar, profissional, etc.

Todos nós estamos muito habituados a pensar no amanhã. Mas o amanhã só faz sentido se ele aparecer e, se quando aparecer, eu o puder gozar na plenitude. Então, invista!

Comece por fazer um bom depósito na sua saúde. Ainda que não fique obcecado por hábitos de vida saudáveis, sugiro-lhe que olhe para o seu peso e veja se ele lhe vai permitir, quando se reformar, jogar golfe, viajar e passear pela cidade a pé, subir as escadas da catedral que tanto quer visitar, se tem capacidade brincar com os seus netos…

Veja como estão os seus factores de risco. Como está o seu colesterol, a sua pressão arterial. Não vá o diabo tecê-las… “eu com tanta preocupação com os “outros” PPRs e, afinal, nem tive tempo de os utilizar!”

Aprecie as refeições

Comece a apreciar melhor as refeições. Devem ser encaradas como momentos sagrados. Desligue o telefone e utilize os 30 ou 40 minutos à mesa para apreciar o que está a fazer e, se possível, a conviver com mais alguém. Comer e trabalhar, ainda que esteja na moda (particularmente para os restaurantes…) nunca foi uma boa combinação. Se a reunião não está a correr bem, ficamos stressados e a libertação de hormonas de “fight or fligh” prejudicam a digestão. Se está a correr bem, ficamos tão entusiasmados que não saboreamos, engolimos. Isso não é, de todo, inteligente. Trate a refeição com a dignidade que ela merece. Não é preciso comer em baixela de prata. É preciso entender a refeição como algo que é mais do que a simples necessidade biológica. É um momento de tratarmos de nós. De colocarmos qualquer coisa na nossa conta PPR.

Músculos: use-os, ou perca-os…

Sim, faça exercício. Todos nós temos tempo para andarmos um pouco a pé. Esta sim, pode ser uma boa altura para repensarmos as nossas tarefas e planearmos o dia seguinte. Se não pode andar 30 minutos, ande 15. Se não tem tempo, suba as escadas a pé. Faça qualquer coisa. Nunca se esqueça da máxima: use os músculos ou perca-os. E, se os perdermos, como vamos gozar bem os “outros” PPRs?

A vida não é uma maratona: é um conjunto de sprints

Descanse. O sono é um excelente reparador. Precisamos de descansar para fazer o “refuel” do nosso organismo. E, por falar em descanso, quando está no seu trabalho pare de 90 em 90 minutos. A vida não é uma maratona, é um conjunto de sprints. Para fazer vários sprints temos de recuperar. Se os atletas o fazem, porque não nós. Dez minutos de paragem são suficientes. Foco, recuperação, foco.  Levante-se, fale com um colega e volte e concentrar-se. Excelente maneira de nos centrarmos a 100% no essencial.

Ou seja, trate agora de si, para poder gozar o que tanto trabalho lhe deu a ganhar. Faça um PPR, realize-se, invista em si!

Dicas:

1. Faça um registo com os seus PPR. No final da semana, faça o balanço. Investiu em si? Se o não fez, altere a estratégia;

2. Tente encontrar um hobby. É bom para a saúde e para o bem-estar! Qualquer coisa serve, desde que goste. Não seja exigente na escolha;

3. Tente sorrir para os outros. O sorriso contagia. Mas o bocejo também. Escolha rir que é bem mais agradável;

4. Não viva para comer, coma para viver e ter prazer. Ou seja, 80% dos seus alimentos deverão ser para “viver” (alimentos saudáveis) e 20% para ter prazer.

5. Não se esqueça do meu provérbio preferido: “A dose faz o veneno”. Nem sempre, nem nunca. Para tudo, exceptuando drogas e comportamentos de risco. Esses não vale a pena experimentar!

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